Comprar bem é só metade do trabalho: entender a carga tributária do imóvel nos Estados Unidos evita surpresas e protege a rentabilidade do investimento. Abaixo, os pontos principais que todo brasileiro proprietário precisa conhecer — sempre com a orientação de um contador e um advogado tributário.
Property tax — o imposto anual sobre a propriedade
Todo proprietário paga anualmente o imposto sobre a propriedade, calculado sobre o valor avaliado do imóvel. As alíquotas e regras variam por condado e município, por isso o valor muda bastante de uma região para outra. Na hora de comparar imóveis, peça sempre a estimativa desse imposto: ele faz parte do custo real de manter o bem.
Imposto sobre a renda de aluguel
Se o imóvel gera renda de aluguel, essa renda é tributável nos Estados Unidos. Estrangeiros sem green card têm regras próprias de declaração e, em geral, precisam do ITIN para cumprir as obrigações fiscais. Um contador com experiência em clientes internacionais organiza isso sem dor de cabeça.
Na venda: atenção ao FIRPTA
Quando um estrangeiro vende um imóvel nos EUA, existe uma retenção de imposto na fonte sobre o valor da venda, prevista na lei conhecida como FIRPTA. É um ponto que pega muitos vendedores de surpresa no closing — por isso o planejamento da venda deve começar bem antes do anúncio do imóvel.
Comprar em nome próprio ou em empresa?
Existem diferentes estruturas para a aquisição — pessoa física, empresa americana ou outras formas — e cada uma tem implicações tributárias e sucessórias distintas. Não existe resposta única: a estrutura ideal depende do seu patrimônio, dos seus planos e da sua situação fiscal no Brasil e nos EUA. Decida isso com advogado e contador antes da compra, não depois.
Planejamento sucessório
Bens nos Estados Unidos entram em regras sucessórias americanas, que podem ser bem diferentes das brasileiras. Para quem está construindo patrimônio em dólar, organizar a sucessão faz parte do investimento — e quanto mais cedo, mais simples.
